Meio ambiente: a hora da mudança

“Desenvolvimento sustentável está relacionado à preservação dos processos ecológicos essenciais à sobrevivência e ao desenvolvimento humano, à preservação da diversidade genética e ao aproveitamento sustentável das espécies e ecossistemas.” (Ignacy Sachs)

Nessa perspectiva Sachs afirma que a principal preocupação relaciona-se aos impactos das atividades humanas sobre o meio ambiente, que a sustentabilidade ecológica pode ser ampliada por meio do potencial de diversos ecossistemas, sem prejuízo aos sistemas de sustentação da vida, para propósitos sociais válidos.

“O X da questão”: as atividades humanas estão consumindo as funções naturais da Terra de tal forma que já não há mais certeza de que a capacidade de os ecossistemas do planeta poder sustentar as gerações futuras.A provisão de alimentos, água, energia e materiais a uma população em constante crescimento impõe hoje um alto custo aos delicados sistemas vegetais, animais e biológicos que tornam o planeta habitável.

Com o aumento das demandas humanas nas próximas décadas, esses sistemas sofrerão pressões ainda maiores – e a infraestrutura natural na qual todas as sociedades dependem correrá o risco de enfraquecer cada vez mais. Proteger e melhorar nosso bem-estar futuro requer um uso mais sábio, consciente e menos destrutivo de nosso capital natural. Isto, por sua vez, envolve drásticas mudanças no modo como tomamos e implantamos decisões.

Precisamos aprender a reconhecer o verdadeiro valor da natureza – tanto no sentido econômico quanto na riqueza que ela nos fornece de diversas maneiras. A tecnologia e o conhecimento de que dispomos hoje, podem reduzir consideravelmente o impacto humano ao meio ambiente, mas utilizá-los em todo o seu potencial continuará nociva enquanto os serviços oferecidos pelos recursos naturais forem percebidos como “gratuitos” e ilimitados e não receberem o devido valor.

Esforços coordenados de todos os setores: governamentais, empresariais, institucionais e da sociedade são necessários e urgentes, para que o capital natural seja mais bem protegido. A produtividade natural dependerá de algumas escolhas concretas como: políticas de investimentos, comércio, subsídios, impostos e regulamentação e mudanças de atitudes humanas.

Por Val Sátiro

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