Cotidiano: “Políticas Ambientais para o rio CAPIBARIBE”

Recentemente foi veiculado nos principais jornais e sites de notícias de Pernambuco, por conta do dia mundial da água, a colocação doSport ponte Rio Capibaribe no ranking da Fundação SOS Mata Atlântica, onde a qualidade de suas águas foi avaliada como “ruim”, ressaltando que nenhum manancial obteve o nível de “bom” ou “ótimo”. A campanha tem caráter educativo e não pericial.

Isso nos faz refletir sobre o trabalho que o poder público vem realizando acerca do rio símbolo da capital pernambucana, que vem se revelando puramente midiático. Quando se relata algo sobre o Capibaribe relaciona-se com ou mobilidade urbana com a implantação de um sistema de transporte público de passageiros pelo Capibaribe ou de sua revitalização, na qual só se dá a melhoria de suas margens.

A partir disso vêm as perguntas: onde estão os incentivos para a pesquisa científica visando a melhoria da qualidade ambiental do rio? Onde estão os projetos que proporcionem significação e/ou relação da população com o rio?

O rio Capibaribe como qualquer outro rio urbano do mundo sofre um processo de eutrofização (aumento exagerado de nutrientes/poluentes), sobretudo por causa do despejo de esgotamento sanitário não tratado nas suas águas. O que falta ao rio (como um todo) é uma política de sustentabilidade em parceria com o governo do estado, prefeitura da cidade o Recife e das universidades locais para que se desenvolva pesquisas e alternativas para a real revitalização do lugar onde um dia se banhavam capivaras. Se pesquisa, só lembraremos do Capibaribe em datas comemorativas!

Por Ângelo Branco, colaborador de conteúdo do blog Parceria em Ação.

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